Macapá, Amapá
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#17 – Um Ano de Vírgula Dobrada Podcast

O Vírgula Dobrada Network contempla a vida e o Amapá do jeito que é. — Ouça os podcasts hospedados conosco.

11 min de leitura

Nesse episódio Diego Malva conversa com os novos e antigos ouvintes sobre o que aprendeu com esse ano de experiência com o seu podcast.

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Transcrição

11 min de leitura

Quem diria que chegaríamos até aqui, esse é um episódio que demora pra chegar mas tem um propósito muito sensível como todos os outros. Hoje eu estou pra conversar tanto com os que caíram de paraquedas aqui, quanto com os que já estão me ouvindo por bastante tempo. | O roteiro desse episódio se encontra no virguladobrada.com.br/17 | Eu sou o Diego Malva e esse é o Vírgula Dobrada Podcast.

Eu tô diminuindo a frequência de postagem do Vírgula Dobrada, e quem acompanha o projeto já deve ter percebido que a gente tá tentando tirar o pé do acelerador tem um tempo, mas não é mais por negligência como antigamente, nem desinteresse, não é por falta de assunto, não é pela atual baixa de apoiadores do projeto, e também não é por minha vida pessoal estar afetando negativamente o meu trabalho. Esse é mais um episódio que eu faço pra me aproximar, das essências em que eu ando começando a perceber e também a construir aqui com você.

Um trabalho como esse que eu faço aqui não é daqueles que é feito com pressa, mas sim com muito carinho em conjunto com certas ambições, medos, aprendizagens, alegrias e tristezas. Eu levo tudo o que trago aqui tão à sério que a maioria das coisas que eu faço na minha vida sempre acabam saindo da minha boca como um bom e velho episódio do vírgula dobrada. Bom, isso aqui não acontece sozinho, por muito dele ser um desdobramento de muitos “eus”.

Aqui e só aqui eu sou escritor, diretor de áudio, produtor, editor, webdesigner, gerente de marketing, secretário, panfleteiro, colaborador, social media… Ser humano. Esse último é o mais difícil de enxergar às vezes, e se nem mesmo eu consigo enxergar, imagina você que só ouve isso aqui do outro lado do fone de ouvido. Muitas vezes eu me pego cansado ou vivendo no automático, mas das poucas vezes que me enxergo sorrindo eu lembro que deveria tá trabalhando aqui novamente. Aos poucos eu estava caindo em estresse pela falta de produção e também estresse pelo excesso de produção. Em decadência pelos episódios que perdem em qualidade e em conteúdo, e os episódios que mesmo eu tendo pesquisado bastante, estava sem um tempo pra gravar.

Hoje, 16 de Março de 2019 completamos um ano de Vírgula Dobrada Podcast. Aproximadamente 1,4 episódios por mês. Passaram por nós 8 apoiadores e hoje permaneceram 4. 7 meses depois eu decidi parar de olhar para o meu próprio umbigo e achei que seria bom abrir as portas para outros produtores daqui do Amapá. E assim surgiu o Vírgula Dobrada Podcast & Network uma tática desesperada de passar a perna na solidão que eu andava sentindo ao escrever tantos e tantos textos que falavam muito mais sobre mim do que sobre as pessoas.

E nesse um ano eu aprendi que quando eu falava sobre mim, na verdade eu não estava falando sobre mim. Eu tava contando histórias. Histórias que me pertenciam e histórias que me pertenceram, que eu achava necessário compartilhar com outras pessoas. Nunca fui um bom comunicador, aprendi a ser. Hoje confesso que quando me deixam falar eu tenho lembrar de parar e respirar um pouco. As pessoas também precisam falar, e é por isso que produzir para o vírgula dobrada me inquieta bastante em cada episódio. Eu tô aqui, falando por um pouco menos de quinze minutos, sozinho. Quando que a gente para pra ouvir quinze minutos um desconhecido hoje em dia? A atenção é a moeda mais cara que estão me pagando aqui. Você inconscientemente deve se perguntar “Que mensagem você tem para me entregar enquanto te ouço?” “Quem você acha que é para eu poder te dar minha tão preciosa atenção?”

O que eu sou eu não sei, mas o que eu tento ser é o que você não encontra na maioria das mídias que as pessoas buscam se comunicar pela internet: Um ser humano.

Um dia desses a minha companheira me perguntou o por que de eu não refazer os episódios que já foram publicados aqui, já que grande parte deles tem uma qualidade péssima, falam de sobre seus assuntos de maneiras superficiais, ou não levam a mensagem que eu queria entregar. Naquele momento eu achei que era uma boa ideia, talvez eu devesse mesmo fazer isso, mas hoje refletindo sobre eu já não concordo.

O meu maior orgulho dessa plataforma em que chamamos de Podcast é justamente o seu papel de “Arquivo”, mas não é o arquivo que você baixa e esquece na pasta de downloads do seu dispositivo. A de um arquivo mesmo, que nem esses de escritório que você só vai lá abrir a gaveta, e passar os dedos pelas pastas com um objetivo, acha o que tava buscando e talvez se surpreenda com a falta, com a inclusão ou com a desorganização de certos papéis. Você abre o Vírgula Dobrada com a curiosidade de saber se tem algo que converse com você mesmo, como tanto eu tento dizer por aí, muita gente já deve ter passado os dedos por aqui e não deve ter encontrado o que queria. Eu até imagino alguns vindo aqui querendo ver o que tinha dentro de algumas pastas e viram um monte de informação sem sentido e foram embora, mas teve alguns que tentaram levar o mínimo que tinha para se oferecer e resolveram devolver com uma mensagem de carinho rabiscado no canto de alguma pagina da internet.

Todos os conteúdos que estão aqui arquivados contam uma história, uma história de um ser humano que aprendeu que pode falar sobre si mesmo e ainda ensinar que fazer isso é aprender com os seus erros. Toda vez que alguém me perguntar sobre algum desses episódios eu teria uma história diferente para contar. Toda vez que alguém se perguntasse sobre esses episódios eles teriam sua própria história pra contar. Toda vez que eu ouvisse esses episódios ainda me incomodaria com a minha total ingenuidade vez ou outra, mas ainda assim eu compreendo que naquele momento era o máximo que eu podia oferecer de mim.

É sim um tanto quanto desconfortante ouvir um episódio antigo do vírgula e perceber que ele poderia ter mais qualidade tanto de áudio, de conteúdo, uma descrição mais elaborada, uma imagem mais bonita para as postagens e etc, toda vez que eu ainda tô no processo de pesquisa para o próximo episódio hoje em dia, eu me pego pensando como que eu faria para aprimorar o que o episódio anterior não teve, é justamente essa minha completa dessintonia com o passado que me move a fazer um novo episódio melhor e com ainda mais vontade. Eu não posso alterar o que já aconteceu, só eu entendo o quanto que foi difícil fazer aquele episódio acontecer. O quanto de coisa que eu estava passando. O tanto de tempo que eu tinha disponível.  O quanto que eu preciso melhorar. O quanto de gente que anda esperando que eu faça algo melhor. [Respira]

Eu acho que meus conceitos de “bom e mau produtor” não existem mais. O que estou me esforçando para construir não é mais o de produtor, mas sim me aproximar desses conceitos pessoais de ser humano. Até entendo que eu sou e ainda vou ser muitas coisas por bastante tempo aqui no Vírgula Dobrada, mas se as pessoas preferem assumir que eu sou apenas um produtor, eu talvez comece a falhar nas minhas outras funções que também tenho por aqui, pra falar a verdade ainda reforço [disse esforço, errei quando estava lendo, que irônico] pra você que ainda tem dúvida: Sou humano. Erro aqui, erro no próximo episódio. Errei nos anteriores, erro na minha vida pessoal, erro na minha vida profissional, mas eu não quero deixar de errar. Eu tenho esse direito, o que eu devo ao mundo é sempre estar consciente desses erros. E é pra isso esse espaço aqui.

Eu preciso de mais tempo para exercer as outras funções com qualidade. É por isso que eu não sei por quanto tempo, mas aqui virão apenas episódios mensais. Esse aqui é o meu presente de aniversário do projeto direcionado à mim mesmo, com um cartãozinho escrito “Faça menos, porém melhor”.

Todo dia 16 estarei aqui com você, mas talvez não, eu mesmo preciso me perdoar quando falhar com essa assiduidade também. Se eu não estiver aqui no próximo mês no dia 16 você que gosta do conteúdo pode vir nas minhas redes sociais perguntar o que houve, onde eu estou, para onde eu fui, o que estou fazendo… E eu posso ou não responder. Sou humano, posso falhar nisso também.

Eu definitivamente não gostaria de ser uma máquina, também preciso viver, estudar e aprimorar a minha arte para que os próximos ouvintes encontrem mais pastas para deixar seus recados aqui no meu arquivo. Se você acha que pode me ajudar a melhorar ou quer estar fazendo parte dessa mudança, considere apoiar esse projeto e diminua um pouco o meu trabalho. Compartilhar ele com alguém não custa nada e ajuda a eu não estar exercendo o meu papel de social media, principalmente quando eu ando fugindo de distrações virtuais para apreciar um pouco melhor a vida, pra só depois poder descrever isso à você de maneira que você também largue essas distrações. Se você tem, ou conhece quem tem condições financeiras estamos também aceitando apoios e parcerias. Acesse virguladobrada.com.br/apoie, tudo isso pra que um dia eu consiga pagar alguém para exercer as minhas outras funções com mais qualidade.

Estamos aqui por um ano, e espero que por mais um ano eu continue aprendendo com minhas experiências para ter ainda mais histórias para contar e orgulhar um pouco os futuros ouvintes que ainda estão por vir. Eu planejo e ando construindo esse espaço aqui, mas as colunas que mantém tudo isso em pé é a quantidade de gente que acredita que ele precisa continuar.

Vida longa ao podcast. Vida longa ao Vírgula Dobrada Network. Vida longa aos artistas amapaenses.

Esse episódio é patrocinado, especialmente pelos queridos Pedro Henrique e Paula Balieiro, que pagam para que eu fale o nome deles aqui e seguram grande parte desse projeto nas costas até o momento e mando aqui um abraço para os outros apoiadores que entendem que com o pouco que fazem, mostram que depositam sua confiança em mim.

Me siga no instagram @diegocansado ou mande um e-mail em diego@virguladobrada.com.br e vamos conversar um pouco. Esse foi o Vìrgula Dobrada Podcast e até o mês que vem.

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Créditos das músicas usadas neste programa

Music by Dan-O at DanoSongs.com

Music by Kevin MacLeod (incompetech.com) licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

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