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#12 – Quando a Fruta Amadurece

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9 min de leitura

É mesmo tão bom amadurecer? Aqui vamos conversar juntos sobre como lidamos com essa etapa tão subjetiva da nossa vida.

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Transcrição

9 min de leitura

Muita gente sai reclamando ou elogiando a maturidade das pessoas e às vezes nem se toca o quanto que isso pode ser perigoso. Como você lida com isso? Hoje vou mostrar a minhas perspectivas sobre esse assunto, mas primeiramente eu queria dizer que tudo o que trago nesse podcast é baseado em experiências pessoais sobre a forma como eu vejo a vida e como que eu compreendo o mundo hoje, tudo o que está aqui é fruto de lembranças emocionais. Então, muito prazer meu nome é Diego Malva e esse é o Vírgula Dobrada Podcast.

INTRODUÇÃO

Logo que comecei a pensar nessa pauta, eu senti a necessidade de criar uma introdução pessoal novamente. Quem acompanha esse podcast a mais tempo, deve ter percebido que antes eu tinha além de uma introdução, também uma parte com avisos, mas resolvi tirar sem motivo nenhum aparente. Achei que seria muito mais agradável para algumas pessoas já começar com o tema que todos queriam ouvir, sem enrolação.
Se eu tinha decidido antes, por que agora coloquei? Bom, o motivo cê já deve ter percebido. Mudança.
Diego esse episódio não era sobre maturidade?
Olha, adianto para você que maturidade não é nada daquilo que você normalmente acha que é.
Com certeza já conheceu alguém que falou pra você que vai mudar algo na vida dela e quando vai ver lá vai ela fazer de novo. Assim como também deve ter visto por aí gente que prefere mudar sem mais nem menos.
Tem relações – e eu não falo só das afetivas – em que as pessoas se forçam a mudar aquilo que são apenas para fazer com que o outro goste ou odeie aquilo que resolveu se tornar. A maior dificuldade está sempre em manter essas coisas equilibradas. É abrir o olho para perceber quando essa mudança está sendo realmente para melhorar ou piorar as coisas para você ou para aqueles que estão ao seu redor.
Eu gosto de mudar, mas tem horas que eu faço coisas que eu penso que é melhor continuar do jeito que tá. Não dá pra fechar o pensamento humano numa caixinha, a gente é complexo mesmo, não tem como fugir disso.
Vivemos sempre de acordo com a forma com que a gente se afeta por coisas do cotidiano, assim como você pode ter começado esse podcast sem saber o que é podcast, amanhã você não ter mais essa curiosidade por ela ter sido sanada hoje. A vida é essa troca de conhecimentos e afetações mesmo.
O conhecimento é a única coisa que permanece conosco durante toda a nossa vida, e se ele for realmente importante para qualquer outra pessoa além de você, ele se perdura até mesmo depois de sua morte.
Alguns acham que sou ingênuo por perdoar demais as pessoas, ou por tentar sempre pensar que há uma esperança de mudança mesmo nas piores situações. A realidade é que não tem como afirmar que amanhã não será um novo dia, entendendo que eu mesmo posso também ter novas opiniões dependendo das ações que ocorrerem comigo nesse incerto dia que ainda não veio.
Assim como hoje eu achei que uma introdução com o meu nome fosse bom antes da introdução sonora, amanhã do nada eu posso querer colocar a introdução sonora, sei lá, no meio do episódio.

[RECORTE DE INTRODUÇÃO]

Eu sou Diego Malva e esse é o Vírgula Dobrada Podcast…
Brincadeiras a parte, o que eu queria dizer com isso é mais que o óbvio, as pessoas mudam. E não só mudam, como considero que elas são pessoas diferentes todos os dias, e cabe a gente estar aberto a aceitar as mudanças das pessoas também. Se não, como que a gente pode cobrar do mundo que ele aceite todas as escolhas a gente faz?
Vejo a maturidade como um complemento de cada uma das nossas problemáticas. Aprender a lidar com as mudanças foi um dos primeiros passos que fui forçado a dar logo na minha infância, só que essas mudanças ainda não eram transportadas às relações pessoais como eu faço hoje, mas em mudanças de casa e escola.
Se eu for contar, até hoje eu lembro de ter me mudado de casa umas 7 vezes, estudei o ensino fundamental em 3 escolas diferentes e no médio em 4. Tirando os vários anos que repeti na mesma escola por causa da depressão que veio com grande força, principalmente ao me ver sozinho e sem ter amigos ou bons colegas que realmente estivessem presentes nesses momentos tão frustrantes dentro na minha infância.
É triste para mim perceber que a maturidade que muitos enxergam na verdade é apenas um reflexo de um prolongado problema que encarei través de muita dor. E é aqui onde eu queria chegar:
A maturidade emocional não precisa acontecer apenas através da dor, querendo ou não é o caminho mais fácil já que você normalmente não tem muita opção, pendemos para agir pelo desespero. Algumas pessoas não conseguem lidar com o desespero e escolhem novamente o caminho mais fácil, o suicídio. Outras, sobrevivem para que os outros digam que elas são maduras.
Como eu disse, a maturidade é um complemento para as problemáticas. Só você sabe em qual delas que se tornou mais fácil estar pronto a agir a favor de você mesmo. Quanto mais se enfrenta as mesmas coisas, mais experiente você fica. Depende só de você para enxergar quais ciclos já se fecharam o suficiente para se refletir quando eles acontecerem novamente.
O amadurecimento não tem nada a ver com idade. Até mesmo a forma como você lida com seu próprio corpo também diz muito sobre o quão maduro você é. Muito daquilo que a gente faz ou aceita que os outros façam conosco também pode demonstrar uma carência de maturidade em alguns lugares. Esteja pronto para saber dizer não também e também a valorizar aqueles que respeitam o seu não.
Discorro um pouco melhor sobre como eu lido com meu corpo no episódio 10 aqui desse podcast, caso você se sinta a vontade é só deixar ele baixando enquanto termina esse aqui.
Ser maduro não quer dizer aguentar tudo quando se deparar com o problema, mas sim entender sua fragilidade e aprender a pedir ajuda quando necessário para que em outros momentos em que você se sentir sozinho possa agir por conta própria, o último passo é ser a pessoa que vai ajudar quem também quiser ajuda nesses mesmos momentos de fragilidade que você passou.
Um reflexo sobre como não tem problema nenhum em declarar nossa fragilidade, é quando aquele amigo ou amiga está com um problema fora de sua realidade e você ao invés de tentar ajudar com conselhos que não tem certeza se vão dar certo, você procura ajudar através de ações.
E quando eu falo ações até mesmo um abraço vale. Enquanto você não se sentir a vontade de pegar no braço daquela pessoa e do lado com ela enfrentando esses problemas, seus conselhos nem sempre serão bem-vindos. É muito fácil dar conselhos que não faríamos por conta própria. O tal do “no seu lugar eu…” pode causar transtornos inimagináveis tanto para você quanto para essa pessoa que você tá tentando ajudar.

Dá pra perceber que eu não disse em nenhum momento aqui que amadurecer é ser rígido, sério, vestir as mesmas roupas que as pessoas mais velhas que conhece, casar-se, ter filhos ou largar tudo e ir morar sozinho, mas também não afirmo que essas coisas também não podem ser maneiras que algumas pessoas encontram  para esse  amadurecimento. O lugar em que encontramos as nossas individualidades é em como encaramos essas experiências.
Você ainda pode ser considerado maduro vestindo-se com as roupas que se sente confortável, morando com sua mãe, comendo doce o dia inteiro ou jogando videogame, não importa, o amadurecimento só fica claro para você através das maneiras que se lida com tais experiências e principalmente quando elas se repetem na sua vida.
Tem vezes que a gente fica preso a problemas por agir sempre da mesma maneira quando eles ocorrem, quando na verdade eles acontecem mais e mais vezes para que você possa fechar o ciclo e realmente outras coisas começarem a dar certo.
Assim como acontece com a maioria das frutas da natureza, cair da árvore não é apenas um sinal de excesso de maturidade. Até a fruta realmente amadurecer tudo o que acontece é muito mais sobre aguentar quando puxam, empurram, batem e só na queda entender que a gente pode ter a escolha de ficar ali jogado no chão sabendo que apodrecer a qualquer momento, e esperando alguém que realmente nos aceite daquele jeito ou entender que nós mesmos podemos ser esse alguém.

O episódio de hoje foi uma sugestão do Lucas Viana, que é um seguidor do instagram, por isso muito obrigado! Você pode sugerir seus temas enviando uma mensagem para o meu perfil pessoal @diegocansado, se quiser, envie sua mensagem no whatsapp para 096991808087.
O roteiro desse episódio pode ser encontrada no virguladobrada.com.br/12
Sem o apoio de Aline Sá, Aline Malcher, Eurik Hander, Pedro da Cunha, Pedro Henrique, Paula Balieiro, Ramilly Rocha, e Tatiane Lopes, esse episódio provavelmente nem chegaria ao seu dispositivo.
Todos eles acreditam nesse e em outros projetos do Vírgula Dobrada Network, se você se sentir à vontade e puder ajudar, apoie-nos acesse: virguladobrada.com.br/apoie.

É isso, muito obrigado e até a próxima.

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Créditos das músicas usadas neste programa

Music by Dan-O at DanoSongs.com

Music by Kevin MacLeod (incompetech.com) licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

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