Macapá, Amapá
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#08B – A Network e a Edição

O Vírgula Dobrada Network contempla a vida e o Amapá do jeito que é. — Ouça os podcasts hospedados conosco.

11 min de leitura

Nesse episódio Diego Malva fala sobre as mudanças no Vírgula Dobrada e nele como participante de tudo isso.

Neste lado B Diego Malva fala sobre sua inquietação com a própria network e seu trabalho de produtor dentro do Vírgula Dobrada Podcast, mas desta vez com todas as nuances da edição do seu produto final. Este episódio não iria ao ar, mas graças ao toque artístico de ambos todos estamos aqui, inclusive os podcasts Caboclas e 19h da manhã.

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Transcrição

11 min de leitura

Recentemente eu fiz um episódio falando sobre podcast com a Aline, fizemos recomendações e estávamos muito felizes por finalmente conversarmos abertamente sobre essas coisas. Diferente da proposta que eu normalmente tento trazer aqui, eu também busco fazer as pessoas compreenderem e estimulo também o surgimento de perguntas, todos conseguem entender que estou aberto a isso. Mesmo assim ninguém se manifestou até o momento para dizer que sanou suas dúvidas ou se ajudei em algum momento, essas semanas que passaram eu me senti extremamente frágil por ainda sentir medo ou receio de falar sobre as minhas paixões. Dentre elas o Podcast.

O podcast pode ser muitas coisas. É como falar de um programa de TV, de Rádio ou do Netflix. A gente não compreende muito qual a finalidade deles se analisarmos apenas um único programa, normalmente a gente tem que abrir cada um para saber o que tem para oferecer de interessante no calor do momento. Você já parou para pensar no que é o ato de assistir algo na Netflix?

Você paga pela incerteza ou pelo valor de uma recomendação. Se você sabe que tem um programa lá que te agrada, pode ser o motivo do seu investimento.

Não vejo o podcast como algo muito diferente disso, o meu investimento nele é mais social do que financeiro. Muito do que falo aqui pode parecer desconexo para algumas pessoas, já que eu falo de experiências, mas você já devem ter percebido que estou começando a compreender qual a minha finalidade com tudo isso, não?

Como sei que existe gente bem mais categórica e prefere discursos pontuais, vou tentar ser bem menos subjetivo.

Esse podcast que você está ouvindo, se chama Vírgula Dobrada.

Esse é o Vírgula Dobrada Podcast é uma conversa que tenho comigo mesmo sobre a minha relação com o mundo. Diferente de gente que critica o outras pessoas, a política, o sistema, o Brasil e o mundo, aqui eu lembro as pessoas das incertezas da vida, até quando a gente toma decisões que parecem concretas. Eu precisei de alguns episódios para saber que eu tinha a necessidade de manter esse projeto e que ele é muito mais de mim do que eu dele, só que eu sabia que eu não tinha apenas essas ideias.

A PARTIR DAQUI EU NÃO NENHUM ROTEIRO

O Vírgula Dobrada, ele mudou. E eu tenho certeza que ele vai continuar mudando com o tempo, hoje já não é mais só o Virgula Dobrada Podcast, provavelmente você que acompanha a gente a muito mais tempo vai compreender que, que o que eu tenho pra trazer aqui é muito mais do que somente a minha voz, para vocês.

Hoje o Vírgula Dobrada não é só mais um podcast, ele é uma network. E uma network é basicamente um lugar onde você pode se sentir livre para criar. Enquanto outras pessaos te ajudam a criar.

Eu sei que parece ser estranho que alguém faça isso por muito boa vontade, mas o Vírgula Dobrada é um projeto que cresceu por ele mesmo, eu não queria em nenhum momento que ele se tornasse algo que era só meu. Eu sempre quis trazer vários programas e muitas outras pessoas, principalmente outras vozes daqui de onde eu moro.

O Amapá, ele é muito vasto. As pessoas que moram aqui precisam de algo que as inspire. Precisam de algo que façam elas se sentirem bem e motivadas para fazer também (podcasts). O podcast, diferente dessas outras mídias que estão aí, a Rádio e a TV é uma espécie de revolução, por quê finalmente a gente não está preso somente às burocracias que envolvem as mídias. A gente não precisa chegar até elas e pedir e às vezes implorar por ajuda. A gente tem autonomia de fazer isso sozinho. E foi isso que me chamou atenção no podcast.

Hoje mais cedo, no dia da gravação desse podcast. Hoje é dia doze  do nove (setembro de 2018), são dezenove horas e onze minutos. Logo pela manhã eu tive que trazer um esboço do meu pré-projeto pro TCC e como muitas coisas fizeram eu caminhar para fazer isso que eu tô fazendo hoje (podcast) eu optei por realmente trabalhar dentro do podcast, mas hoje também foi o primeiro dia em que eu não consegui explicar em nenhum momento – para as pessoas – o quê que era o podcast. E eu acho que nunca vou conseguir explicar pra vocês o que é. Eu tentei trazer o exemplo do Netflix porquê é algo muito mais próximo de você. E… essa proximidade facilita, mas você entende o tanto de pessoas que tem por trás de uma empresa como a netflix pra poder fazer tudo isso funcionar.

Hoje a Network é liderada por mim, mas recentemente eu resolvi parar de pensar nela só comigo mesmo. A ideia nunca foi que fosse somente eu, então esse programa tá aqui pra você somente para ilustrar um pouco das mudanças que aconteceram. Uma network é como uma teia em que a gente (network) não… em nenhum momento caça outros ouvintes, os ouvintes procuram a gente e se amarram em nossa teia.

Por isso eu queria que a minha network do Vírgula Dobrada trouxesse pessoas de muitos e muitos gostos diferentes, é claro que eu me sinto mais a vontade em falar com as pessoas sobre assuntos mais sérios, porquê eu me sinto a vontade em conversar com as pessoas sobre a vida, sobre o universo, mas tem gente que não gosta tanto dessas coisas, e eu entendo isso. É por isso que hoje, a gente tem mais um programa entrando dentro do Vírgula Dobrada: Esse(s) programa se chama(m):

19h da manhã: Ele é liderado por três meninas muitos muito animadas e muito legais, a gente conversou bastante sobre minha ideia com a Network, e eu até duvido um pouco que elas realmente gostaram tanto assim, mas o carinho de ter alguém falando sobre essa mídia abertamente sem precisar ter que explicar o que que é o podcast, é a coisa que não tem preço, assim.

As meninas do 19h da manhã são pessoas realmente muito animadas. Nem elas entendiam qual era a categoria do programa delas e eu logo de cara falei que era de comédia ou de humor, mas elas não acreditavam nisso. Pra elas era cultura, cultura pop. Não deixa de ser, mas quem não quer duas pessoas pra conversar livremente sobre um assunto que normalmente a gente não chega em casa e fala com alguém.

A gente é aberto e livre para fazer isso. E não só essas coisas, mas a gente se sente livre por pelo menos trinta minutos, uma hora, uma hora e meia, tanto faz. É a mesma coisa que a Netflix, será?

Não, não é.

A Netflix a gente tem que estar assistindo e estar focado ali, se a gente sair precisa pausar, mas enfim. A gente tem agora um programa que é genuinamente amapaense também, assim como o meu. E que eu peço que vocês apoiem também esse projeto. Apoiem as pessoas do seu próprio estado, que tem vontade de dizer algo.

Outro podcast que também agora faz parte do vírgula, é o podcast Caboclas.

Ele fazia parte de algumas alunas de jornalismo também, mas ele não era independente ele fazia parte de uma disciplina, e ele tem uma temática mais séria assim como o do Vírgula, mas ele é tão importante quanto. Porquê ele trata de assuntos relacionados ao contexto feminino, ao contexto da mulher. E isso eu não tenho nenhuma propriedade de falar. Existem pessoas que sabem falar sobre determinado assunto e a gente tem que dar ouvido para essas pessoas, porquê a gente as vezes fica em uma única… Em um único pensamento, e um pensamento que às vezes não é nem do próprio amapaense, são pensamentos que vem da internet, que vem do youtube, que vem de muitas outras mídias…

E aí vem o podcast, feito por pessoas que nem sempre ganham alguma coisa pra fazer, elas fazem por gosto, por amor… E eu acredito nesses dois projetos que chegaram agora, também acredito nos próximos projetos que virão.

Eu sei que é difícil pra todo mundo entender o quanto que isso é importante pro estado do Amapá, mas essa Network ela não tem hoje em dia nenhuma… Nenhum apoio de grandes pessoas. Ele tem apoio de pessoas como você que precisam ouvir algo pra se sentirem bem.

Hoje eu faço podcast como motivação para criar, para produzir, e para fazer algo pensando em outra pessoa. Muito se parece com meus próprios pensamentos, minhas ideologias, é muito isso, mas vocês lembram que eu falei lá no episódio do Amapatia, que o amapaense  tem uma empatia diferente das outras pessoas? Ele se coloca no lugar dos outros, mas às vezes ele exagera nisso, e pensa mais no outro do que nele, e quer saber da vida do outro… Pois é. Eu aprendi a falar da vida contando minhas experiências, e o que é mais válido do que experiências? É a única coisa que a gente pode dizer com muita convicção.

Eu, desde o inicio do Vírgula, eu não queria que fossem roteiros, que eu ficasse preso a roteiros, mas existem momentos em que eu também não me sinto a vontade de falar sobre… Mim. As palavras por muito tempo foram o meu refúgio, eu gostava muito de falar com as pessoas apenas por cartas, e não queira que as pessoas me vissem, não queria que me conhecessem, eu só queria ser ouvido, ser lido através das cartas.

Isso para um diálogo com a sociedade é péssimo, quem se importa com palavras?

Eu me importo. Eu me importo com as coisas que as pessoas falam sobre mim sobre o meu trabalho… Sobre a minha família. É importante sim, porquê você começa a enxergar como que os outros te enxergam. Só que o que a gente não aprende a enxergar o outro como você mesmo.

Eu queria poder um dia entregar às pessoas essa visão. Eu nunca conseguiria explicar de uma maneira acadêmica a minha vida. A minha experiência. Eu não sei se academia vai um dia respeitar aquilo que eu faço, e tudo isso que eu tô fazendo, mas saibam que eu vou continuar fazendo tudo isso por amor a mim mesmo, ao meu trabalho e amor a minha família.

Setembro é um mês difícil, é um mês difícil pra todo mundo… Porquê ele é um mês de mudança, ele tá sendo um mês de mudança para mim. Ele tá sendo um mês em que eu fiquei doente e eu acho que eu não tinha ficado doente desde o início do ano. É maluco isso porquê eu gosto de mudanças.

As mudanças vem sempre para o bem, e hoje não foi diferente.

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Créditos das músicas usadas neste programa

Music by Dan-O at DanoSongs.com

Music by Kevin MacLeod (incompetech.com) licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

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